Força = massa × aceleração (F = m.a) 

Com a correta avaliação da função muscular, a geração de força será discutida também com base em potência e resistência muscular. Todas essas funções estão interligadas e são cruciais para qualquer atividade esportiva ou AVDs, e suas deficiências representam o maior fator limitante sobre a capacidade funcional. Usualmente, a força é mensurada pelo torque de um grupo muscular. A força pode ser gerada tanto pela quantidade de tensão quanto pelo alcance dos músculos com relação ao centro articular.

De forma simplificada, força é a capacidade de aplicar impulso, cuja mecânica é determinada pela direção, magnitude ou ponto em que é aplicada. Deve ser treinada por meio de estímulos da capacidade neuromuscular, para superar resistência interna e externa. Para aumentar sua magnitude, é necessário envolver coordenação intermuscular, ativada com vários grupos musculares, e coordenação intramuscular, que resulta do número de unidades neuromusculares participantes daquela tarefa, a força com que o músculo reage aos impulsos nervosos. 

A razão entre força e peso corporal é muito importante. Há vários tipos possíveis conforme relatado por Bompa (1990):

  • Força geral: recruta todo o sistema muscular.
  • Força específica: dos músculos utilizados para um determinado esporte ou AVD.
  • Força máxima: a maior que o sistema neuromuscular consegue produzir diante da contração voluntária máxima.
  • Resistência muscular: ligada à capacidade de sustentação.
  • Potência: resultado da produção de força em velocidade.
  • Força absoluta: capacidade de força máxima, independentemente do peso corporal.
  • Força relativa: divisão de força absoluta pelo peso corporal.

A força relativa representa um ponto fundamental de melhora do Treinamento Funcional e garante o bom desempenho esportivo e nas AVDs, representando facilidade de produzir força sem dificuldade de locomoção. Ao observar o corpo da maioria dos atletas de altíssimo rendimento no planeta, percebe-se que seus corpos são muito parecidos: Michael Phelps, Kobe Bryant e Usain Bolt refletem a tendência do trabalho de força relativa, com grandes resultados na preparação esportiva.

Como tornar o treino de força relevante para qualquer indivíduo? Sempre em pé, de maneira integrada, trabalhando a coordenação dos grandes grupos musculares, considerando o core como estabilizador e condutor. Pesos livres, cabos e peso do próprio corpo são implementos suficientes para recriar funções de força como aplicada à vida real dos praticantes. As tarefas devem ser pensadas para a função do movimento, para que os movimentos fiquem mais fortes, buscando um puxar/empurrar mais eficiente e tridimensional, por meio de movimentos de rotação.

  • Treine movimentos, não músculos.
  • Treine o centro (core) antes das extremidades.
  • Construa a força de baixo para cima.
  • Incorpore movimentos de puxar, empurrar e agachar para gerar integração.
  • Aplicação do princípio da sobrecarga.